Terça-feira, Abril 22, 2008

Ficha de leitura

Ficha de Leitura

Resumo do livro:

Conto: Jantar Chinês

Uma breve descrição do povo chinês em especial dos que vivem junto ao Porto Interior de Macau.

O conto descreve os barcos pequenos (sam – pans) que serviam de habitação e os grandes barcos de pesca (juncos) serviam para pescar e para habitação dos pescadores, havia ainda outros barcos que serviam para fazer negócio não sendo necessário as pessoas deslocarem-se à cidade.

Era um sítio pobre de pessoas humildes dando um grande valor aos estrangeiros principalmente a professores. Pela descrição do conto concluímos que estas pessoas oferecem o melhor que têm de comida aos visitantes mesmo que essa lhes possa fazer falta.

Conto: Fénix e o pavão

Descrição de uma ave chinesa, Fénix que os chineses adoptaram como ave da felicidade e sorte. As suas figuras apareciam em todo o lado: sapatos, pinturas, quadros, casas, para dar sorte.

Conto: Mistério?

A autora fala-nos de uma planta que comprou, de nome Jibóia. Era necessário mantê-la sempre húmida. Nota-se que a autora tem uma grande paixão por plantas, porque descreve ao pormenor a vida da Jibóia.

Conto: “ Bule de Chá”

Este conto descreve o que se passou com um imperador e um criado, numa disputa de um jogo de cartas. O Imperador não gostou de ter perdido nesse jogo, por isso atirou uma tampa de um bule raro que tinha prometido ao criado, caso ele ganhasse.

Esta é a razão pela qual está um bule raro sem tampa num Museu da China.

Conto: “O sonho de Sally”

Este conto fala sobre uma história de uma menina inglesa que tinha o diminutivo de Sally. Poucas vezes via os pais: a mãe estava doente e o pai andava ocupado com negócios importantes. A autora diz que viveu com ela em Inglaterra, por isso, descreve ao pormenor a vida da sua amiga e a sua casa. Diz ainda que a sua amiga tinha uma doença nas pernas. Passava o seu tempo a ver televisão que na altura ainda não existia em Portugal. Um dia a Sally contou-lhe um sonho: como poderia andar com as suas próprias pernas no paraíso sobre flores, árvores e tudo o que o existia na natureza.


Conto: “Formigas”

Este conto fala sobre Quissondes – formigas que viviam em Angola de cor preta e reluzente, muito perigosas porque comiam carne viva. Existiam também em África outras espécies. A autora fala ainda do aproveitamento que tinham estes seres na China para efeitos medicinais.

A autora concluiu como moral da história que: pessoas e animais, apesar da maldade, há sempre alguns que fazem o bem.

Conto: “O cão”

Este conto fala de uma menina que vivia na Mongólia, terra de onde não se vê o mar e só se vê as montanhas. A menina estava sempre perto dos rebanhos e cães pastores. Certo dia, na escola, a professora fala-lhe de cães pequenos que faziam habilidades. Esta menina, sempre a sonhar, cresceu e imigrou para a capital da China onde montou um circo de cães habilidosos.

O cão tem muita importância na Mongólia. São estes animais que dão os nomes aos reis guerreiros como por ex: Kublai–cão.

Conto: “O Amendoim”

Este conto fala da importância do amendoim. É uma mãe que fala ao filho o que se pode fazer com um pequeno alimento, para uma substância ainda maior.

A mãe fala também que o amendoim não é vaidoso e que devemos ser todos como o amendoim: simples por fora e grandes por dentro.


2.

Conto: “Com as serpentes encantadas”

Este conto descreve a autora a falar dela própria. Ela relata que aos 4 anos de idade, os pais colocaram–na num colégio, enquanto ela estava a brincar, ficando as mais velhas a estudar. A autora fala sobre uma menina chamada Rute que andava sempre com um cachecol ao pescoço que parecia uma serpente.

Conto: “Lua de Janeiro”

Lua de Janeiro passa–se no estrangeiro, no quarto da autora. Na sua opinião, as pessoas eram pouco simpáticas. A autora no seu quarto descreve o luar da noite.

O gosto de ficar sozinha a contemplar a noite não aceitando convites para outras coisas. A autora fala também do mês de Agosto e das ondas do mar e diz que vivia na casa da senhora Gry.

Fábulas

Todas as fábulas têm uma moral; na fabula “O ouriço cacheiro e o tigre” a moral é que nem sempre os mais fortes vencem.

Na fábula “ O morcego”, a moral é que sem respeito não há poder.

Na fábula “O peixe-dourado e o vaso de junquilho”, a moral da história é que fora do nosso meio podemos não ver a realidade.

Na fábula “Como as serpentes comem as rãs”, a moral da história é que quantas mais amáveis as palavras são menos significado têm.

Na fábula “A cauda do cão perto”, a moral da história é que a mentira é sempre descoberta.

Na fábula “Os dois bonecos de barro”, a moral da história é que a maldade de algumas pessoas, por vezes, volta-se contra si mesma.

Na fábula “O ninho de passarinho”, a moral da história é sem esforço não há recompensa.

Na fábula “O regato, o lago e o mar ”, a moral da história é que há males que vêm por bem.

Passagem mais interessante: No primeiro conto, quando a autora descreve a vida dos habitantes e como se chamavam os barcos que neles viviam.

Opinião sobre o livro: Eu achei que é um livro interessante, porque fala de algumas experiências da autora e de contos muito imaginativos.

3.

Isa Fernandes N.º15 7.B

Terça-feira, Novembro 13, 2007

SOPHIA, 1919-2004

A propósito da 4ª Edição do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, concurso dirigido aos alunos do 3º Ciclo e do Ensino Secundário, aqui ficam dois textos acerca da sua vida e obra.

"A água que fala calou-se"

Sophia de Mello Breyner Andresen, poeta, autora de contos para crianças, deputada à Assembleia Constituinte, morreu aos 84 anos, em Lisboa. Embora já não a possamos ouvir na dicção cristalina da autora, a sua obra, em prosa e em verso, está entre as mais importantes da literatura portuguesa.

Nasceu no Porto no dia 6 de Novembro de 1919. Sophia de Mello Breyner Andresen descendia de um negociante dinamarquês, Jan Hendrik, que fez fortuna no Porto e aí passou a residir. Do lado materno, herdou a linhagem aristocrática dos Mello Breyner que construíram muita da sua reputação na defesa da causa liberal contra os absolutistas.

A infância e adolescência passou-as Sophia entre a Quinta do Campo Alegre – que é hoje, em parte, ocupada pelo Jardim Botânico do Porto – e a casa de férias, junto ao mar, na Granja.

Começou a escrever cedo, publicando o seu primeiro livro, intitulado "Poesia", em 1944. Mas os primeiros versos são bastante anteriores. Ainda adolescente, descreveu assim esse impulso que a conduzia para a poesia: "É-me necessário fazer versos, é-me vedado saber porquê." Mais tarde, ensaiou algumas respostas, mas, sobre o acto poético, sempre deixou transparecer a impressão de algo que não é redutível a uma explicação.

Se a poesia constitui a parte mais significativa da sua obra, é talvez como escritora de contos para crianças que se torna mais reconhecida. Gerações de crianças partilharam, na escola, o imaginário fabuloso desses contos. Datam de 1958 os primeiros: "A Menina do Mar" e "A Fada Oriana". São livros que surgem de uma insatisfação em relação à literatura que então se produzia para as crianças. A Sophia, já mãe, parecia-lhe que eram livros escritos para patetas e não para crianças. Detestava o lado condescendente, a escrita pejada de diminutivos, "a sentimentalidade da mensagem", a ausência do maravilhoso. "Uma criança não é um pateta. Atirei os livros fora e comecei a inventar", disse.

Do casamento celebrado, em 1946, com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, teve cinco filhos, entre os quais se conta o jornalista e escritor Miguel de Sousa Tavares. O activismo político do marido começou, entretanto, a puxá-la para os terrenos da intervenção pública, dando uma forma mais consistente ao sentido de justiça e de ética presente na sua formação. Em 1958, a irrupção do furacão Humberto Delgado na vida política portuguesa conduz Sophia a um empenhamento cívico cada vez mais forte. Viria a integrar a Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. A sua própria poesia reflecte esse empenhamento, como neste retrato do Portugal salazarista, incluído no "Livro Sexto": “Quando a pátria que temos não a temos / Perdida por silêncio e por renúncia / Até a voz do mar se torna exílio / E a luz que nos rodeia é como grades".

O 25 de Abril de 74, viveu-o com a euforia de quem sentiu coincidirem por um breve momento na história um projecto político e um projecto poético. É sua a frase – recuperada das palavras de ordem do Maio de 68 – lançada nas vésperas do 1º de Maio, "A poesia está na rua". Como é seu o mais belo dos poemas inspirados na revolução de Abril: "Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo".

Sobre o ano de 74, Sophia guardava essa impressão de um tempo pleno, vivido com o coração na boca. Em entrevista ao Jornal de Letras, recordava: "Lembro-me de uma cidade de Lisboa onde todas as pessoas que encontrávamos sorriam, lembro-me de ver passar pequenos grupos de gente nova no Rossio que pareciam bandos de bailarinos ou de gaivotas (...) E tudo isso era um tão bonito e extraordinário momento poético e como uma ilha noutro planeta."

Em 1975, Sophia foi eleita deputada à Assembleia Constituinte, nas listas do PS, intervindo, sobretudo, em matérias que diziam respeito à cultura.

Em 1999, recebeu o Prémio Camões, o mais importante atribuído à literatura lusófona. A sua obra está editada pela Caminho que, entretanto, tem vindo a preparar, sob a orientação de Luís Miguel Gaspar e de Maria Andresen, filha de Sophia, uma edição crítica de toda a sua poesia.


BAILANDO JUNTO AO MAR


"Odiei o que era fácil / Procurei-me na luz, no mar, no vento." Assim se (d)escrevia Sophia, em 1958, no livro Mar Novo. Pelo menos, tanto quanto alguém se descreve num poema. E ela própria o duvidava: "a poesia é anticonfessional", disse em entrevista ao Jornal de Letras, quando lhe perguntavam sobre a espécie de predestinação inscrita no seu nome – Sophia, como saber ou sageza, alguém que incorpora em si, misteriosamente, um "conhecimento íntimo do essencial", como escreveu o ensaísta Eduardo Lourenço.

Mas, de alguma forma, toda a poesia de Sophia testemunha aquela busca de si nos elementos, busca que permitisse superar aquilo que a poeta diagnosticava como uma perda de identidade do homem moderno: a cisão com a natureza. "Toda a minha poesia oscila entre a confiança nessa unidade e uma espécie de pânico do seu fracasso", afirmou noutro passo da entrevista ao Jornal de Letras.

Esta ligação à natureza vinha-lhe da infância, que Sophia considerava uma "reserva de criação inesgotável". Uma infância vivida a meias entre a Quinta do Campo Alegre, no Porto, e a casa de férias na praia da Granja. Sempre com o mar por perto: fosse na imaginação despertada pelos temporais que faziam bater as portadas da quinta – e aí teve Sophia o primeiro encontro com a poesia, quando, aos três anos, lhe ensinaram a Nau Catrineta – fosse no areal que se estendia desde a porta aberta da "Casa Branca", assim evocada num poema do seu livro de estreia. "Lugares sagrados", como lhes chamava Sophia, que habitam a sua obra em comunhão com outros que a vida foi acrescentando: a Grécia, por exemplo, que a poeta via como o berço de uma humanidade que, aceitando a sua imanência, se constrói na procura da verdade e do rigor.

O seu primeiro livro, "Poesia", mostra já as marcas da sua obra, que o tempo foi depurando: o ritmo e a limpeza melódica do verso, a transparência das palavras. Para ela, a escrita constituía-se como um poder de enunciação e de ordenação do mundo, uma vitória sobre o caos que antecede toda a criação. Dizer é arrancar o lume à massa informe, esculpir o tempo. "Digo o nome da cidade – Digo para ver", escreveu num poema do livro "Navegações". E daí, esse lado solar, cristalino, da sua poesia: o poema é uma emanação dessa luta interior pelo equilíbrio e a clarividência, o testemunho de quem emerge da sua própria desordem para espreitar a luz, consciente de que caminha sempre "rente à deriva".

Para quem sonhava com a inteireza do ser, não custa imaginá-la a procurar junto ao mar essa unidade inteira, a promessa de além-vida que fixou num poema do "Livro Sexto": "Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar."


Paulo Esteves

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

São Martinho

Sob a capa de São Martinho, o dia soalheiro acolheu a festa.

O grupo de Educação Física promoveu e dinamizou jogos tradicionais.




No fim do dia, comeram-se castanhas. E os mais audazes saltaram a fogueira.

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Mário Cesariny de Vasconcelos 1923-2006

You are welcome to Elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
Entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas,que esperam por nós
e outras frágeis,que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

e há palavras e nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis
à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Oferta de material informático à escola


A empresa HPE, de Aljezur, em fase renovação de equipamento informático, resolveu doar à escola o material antigo (computadores, fax e impressoras). Aqui assinalamos o gesto e deixamos o nosso agradecimento.

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Exibição de monociclos em Silves




Sob a orientação do professor Manuel Nascimento, os alunos da escola participaram numa demonstração de malabarismo que decorreu em Silves.



Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Jardinagem

As turmas do 1º ciclo têm vindo a dedicar-se com regularidade a actividades de conservação do espaço ajardinado situado no centro do pátio da escola; espaço criado no decorrer do ano lectivo passado pelos professores Dionísio Silva e José Hugo e pela turma de currículo alternativo.

Teatro da Maria Castanha

A turma do 1º ano (da professora Sílvia Brito) apresentou aos colegas do Jardim de Infância e 1º ciclo a peça de teatro "A Maria Castanha", assinalando o dia de S. Martinho.

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

MEDOS & MONSTROS NA BIBLIOTECA

Jogo de expressão plástica e de emoções onde os alunos descobrem que até os monstros mais feios e corajosos podem ter medo.

Conto “A Filha do Grufalão” que, desobedecendo ao pai, se aventura na floresta proibida. Que bicho feio se esconderá na fria escuridão da floresta?



Atelier destinado a alunos entre 5-8 anos. max. 25 alunos
Animadoras Mª Amarilde Duarte, Elsa Uhe e Isabel Portugal
Duração 45 min. Aproximadamente
Material necessário - lápis ou canetas de cor

Contacto para marcação - Mª Amarilde Duarte (C. Executivo)


“A Filha do Grufalão”- Ed. Verbo- de Julia Donaldson e il. de Axel Scheffler

BIBAECA – Biblioteca do Agrupamento de Escolas do Concelho de Aljezur, Outubro 2006

Domingo, Outubro 15, 2006

Começar bem